segunda-feira, 7 de julho de 2008


Os lugares do abandono - EduardoRocha

Quando pensamos e observamos algo abandonado, é necessário que utilizemos nossa imaginação simbólica e espacial.
Quando olhamos para as arquiteturas do abandono estamos privilegiando outro olhar, ou seja, estamos nos voltando para outra lógica, portanto é preciso fazer o pensamento pensar. É um mistério indecifrável, quando nos deparamos com uma situação de abandono na cidade, até que encontremos respostas e nos acostumemos com o quadro, como mais um objeto de decoração, fazendo com que alguns restos de construção sejam apreciados como ruínas. A partir dessa idéia, podemos partir de qualquer ponto, para qualquer lado, para cima, para baixo, horizontal, vertical. Qual é a forma? Para qual é a função? Por que essa arquitetura resiste? Por que existe?
(...)
O arquiteto está em uma situação muito particular, pois está preso, não é um artista no sentido tradicional, não é alguém que está diante de uma folha em branco, não é alguém que trabalha frente a sua tela. O arquiteto pode ser comparado a um realizador cinematográfico, já que temos as mesmas pressas: encontramo-nos numa situação em que devemos produzir, em um tempo determinado, com um pressuposto dado e com determinadas pessoas, um objeto, uma coisa. Trabalhamos com uma equipe, em virtude disso, a qualquer momento, podemos ser censurados, de maneira direta ou indireta, em nome da segurança, do dinheiro. Temos censores profissionais em nossa profissão, nas prefeituras, no governo.

Veja o texto na integra! http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp476.asp

Um comentário:

Eduardo Rocha disse...

sim, obrigado pela leitura de meu texto.
as vezes escrevemos e os abandonamos ao acaso, pensamos que ninguém os lê.
tenho um blog: http://arquiteturasdoabandono.blogspot.com